As mudanças na meta atuarial dos fundos - atualmente em 6% reais anuais -, estão em debate, devendo ser decididas nos próximos dois meses pelo CMN e a SPC. A meta é reduzir gradualmente o aporte de recursos em renda fixa, em média, ao redor de 60%, mas pensando primeiro na segurança dos beneficiados.
Com a queda da taxa de juros, os fundos de pensão começam a se confrontar com um dilema. A queda de rentabilidade dos títulos públicos deve começar a forçar os fundos a buscarem novas alternativas em ativos mais arriscados. Ou seja, a chamada meta atuarial de 6%, como ganho real anual, começa a ser questionada. Como defendê-la num cenário de juro cada vez mais baixo ? No governo, o debate é buscar novas alternativas, o que significa o avanço de ativos como fundos de renda variável e imobiliários.
Aos poucos, os fundos DI, de renda fixa e os CDBs começam a perder espaço para a caderneta de poupança. Os fundos, com taxa de administração acima de 3%, já perdem para a caderneta. No ano, estes fundos renderam 3,32%, os CDBs 3,5% e a poupança cerca de 3,58%. Alguma atenção, neste caso, é necessária, visto que o governo tem interesse em manter os fundos atrativos, pois depende deles para rolar boa parte da dívida pública.
Nas previsões de desempenho do PIB para o segundo trimestre, calcula-se uma expansão em torno de 1,7% contra o trimestre anterior, com grande contribuição da indústria, cerca de 28% do PIB total, liderado pela construção civil, indústria automobilística e de eletrodomésticos. Contra o mesmo trimestre do ano passado, no entanto, a queda deve se de 2%.
Num dia fraco de negócios no Ibovespa vamos falar da reunião dos bancos centrais, promovida pelo BIS por estes dias. Um dos manifestos das autoridades monetárias disse respeito ao fato de que os governos devem pensar em saídas para os pacotes de estímulo, visando evitar que incentivos, como a redução do IPI, não se transformem em distorção permanente dos mercados. Para o BIS, na recuperação prevista para os próximos anos, os governos devem tirar seus estímulos para recolocar as contas públicas em ordem. Além disto, há dúvidas se estes pacotes garantam um crescimento sustentável num mundo que já gastou 5% do PIB com isto.
A ausência de mercado em Nova York nesta sexta-feira, pelo feriado de Independência nos EUA (4/7), acabou esvaziando o mercado doméstico, operado "de lado" ao longo do dia, pelo baixo volume de negócios.
Os mercados operaram nervosos nesta quinta-feira, refletindo a piora nos indicadores do mercado de trabalho na zona do euro e nos EUA. Nesta manhã, o mau humor já havia predominado, diante da taxa de desemprego da zona do euro, de 9,3% em abril para 9,5% em maio - o maior nível em dez anos -elevando para 15 milhões o número de pessoas excluídas do mercado de trabalho. O pior, no entanto, acabou vindo mais tarde com os dados dos EUA. O payroll de junho, mostrou corte de 467 mil postos de trabalho, acima das expectativas do mercado, perda de 350 mil vagas. Já a taxa de desemprego norte-americana acabou subindo 0,1 ponto porcentual, para 9,5% em junho - o nível mais alto desde agosto de 1983. Isto demonstra que a recuperação da economia norte-americana deverá ser mais lenta do que se espera no mercado.
A taxa de desemprego avançou em junho, a 9,5% da PEA, o nível mais alto desde agosto de 1983, e mesmo patamar da taxa da zona do euro. Para breve, é de se esperar que estas cheguem a 10% da PEA. Outro indicador norte-americano negativo, que acabou repercutindo nas bolsas, foi o payroll de junho, mostrando cortes de 467 mil postos de trabalho, quando o esperado era menos 350 mil. Tá feia a coisa...
Na Europa, os mercados seguem em queda, refletindo os dados de desemprego nos EUA, ainda em alta. Outro destaque acabou sendo a reunião do Banco Central Europeu, optando pela manutenção do juro nos atuais 1%, com o espaço limitado para uma maior flexibilização da política monetária nos próximos meses. Os instrumentos monetários estão no fim. Neste caso, o objetivo é estimular a economia e não combater a inflação, já que esta se encontra sob controle. Em maio, o PPI recuou 5,8% na taxa anualizada, recuando 0,2% contra abril.
A indústria segue reagindo. Em maio, a expansão chegou a 1,3%, quinto resultado positivo nesta base de comparação, em muito, pelo estímulo localizado ao segmento de bens duráveis, com a redução de IPI para automóveis, eletrodomésticos, construção civil, entre outros. Contra o mesmo mês do ano passado, por outro lado, o tombo foi de 11,3%, recuando 13,9% no ano. Em 12 meses, a queda é de 5,1%, mais profunda do que no mês anterior (-3,9%), atingindo a marca mais baixa da história. No ano, a queda é generalizada em 63 dos 76 subsetores pesquisados. A maior queda ocorre nos veículos automotores (-24,7%), seguido por máquinas e equipamentos (-29,2%), metalurgia básica (-28,9%) e material eletrônico e aparelhos de comunicações (-41,2%).